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Quarta-feira, 26 de Julho de 2017

Grupo de oração ao ritmo de Taizé


CALENDÁRIO DAS ORAÇÕES

IGREJA BENEDITINA DE NOSSA SENHORA DO TERÇO

Todos os 2º.s sábados, às 16.30 


peregrinação a taizé


TAIZÉ: ENCONTRO EUROPEU DE JOVENS

ROMA

28 de Dezembro de 2012 a 2 de Janeiro de 2013

Irmão Alois e o Papa Bento XVI

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Neste encontro europeu de jovens a nossa paróquia esteve representada por duas jovens.

Eis o seu testemnunho.

Cada um vive a sua fé de forma diferente e todos têm alguma coisa a aprender uns com os outros e uma boa maneira de aprender é sem dúvida num encontro europeu e que melhor cidade para este encontro do que Roma, um lugar cheio de história cristã, locais para visitar e pessoas acolhedoras…

Eu e a Elsa decidimos participar neste encontro, tal como mais 35.000 jovens, o encontro decorreu do dia 28 de Dezembro de 2012 ao dia 2 de Janeiro de 2013 e foi uma experiência única que tal como Taizé ensinou-nos a ser humildes, a conviver e a aceitar os outros, a sermos nós próprios e a não nos envergonharmos da nossa fé.

Quando chegamos a Roma viam-se peregrinos por todo lado, a cidade estava inundada por pessoas de todas as raças, idades e religiões, foi maravilhoso… Fomos acolhidos mesmo no centro de Roma por uma comunidade de irmãs muito simpáticas e sorridentes, que apesar de não nos entenderem fizeram um grande esforço para nos fazer sentir em casa. No mosteiro onde fomos acolhidos encontravam-se pessoas de muitos países diferentes: França, Lituânia, Suíça, Polónia… ao todo eramos 70 todos com o mesmo espirito aberto e de aceitação como são os portuguêses.

O nosso dia-a-dia era muito simples, de manhã tomávamos o pequeno-almoço e íamos a uma oração ao estilo de Taizé numa capela que havia no mosteiro, depois tínhamos reflexão em grupo, íamos para o circo máximo, que era o local onde todos almoçavam, e quando digo todos refiro-me aos 35.000 jovens, para a tarde havia sempre planos diferentes, conhecer Roma ou fazer workshops e por volta das seis e meia da tarde íamos á igreja onde estávamos a “trabalhar”, prepará-la para a oração da noite, que era também como as de Taizé, muito calma, com tempo de oração em grupo e oração pessoal sempre com adoração da cruz no fim.

Tudo em Roma nos levava a adorar a cidade e a querer ficar lá, mas o auge da nossa peregrinação foi quando ouvimos o discurso do Papa Bento XVI, no Vaticano, a dedicar palavras de força e encorajamento aos jovens. Não é fácil ser jovem e ter fé, por vezes é necessário uma palavra de encorajamento ou de um simples reconhecimento.

“Cristo deseja receber de cada um de vós também uma resposta que provenha não do constrangimento ou do medo, mas da vossa liberdade profunda. É respondendo a esta questão que a vossa vida encontrará o seu sentido mais profundo.”

           Tal como Taizé, o encontro europeu de jovens foi maravilhoso e inesquecível, cada momento valeu a pena, cada oração fez-me crescer, cada partilha fez-me refletir, todas as pequeninas coisas me fizeram agradecer e cada pessoa contribui para eu me tornar melhor pessoa. Sem dúvida que saí do encontro com a minha fé fortalecida e com vontade de voltar. Estrasburgo para o ano é o local do encontro europeu e sem dúvida que quero participar.

Fevereiro de 2013 - Joana Neiva


A frescura de uma Fonte

“Recusámos sempre formar um movimento de jovens ligados a Taizé. Queríamos que descobrissem Cristo na sua comunhão, esta comunhão única que é a Igreja. Para agir de forma mais ousada, de regresso a casa, é bom que criem pequenas comunidades. Mas, para que não haja segregação de idades, sugerimos que essas pequenas comunidades de jovens estejam ligadas às comunidades locais, às paróquias, constituídas por todas as gerações, dos mais velhos às crianças.” (Irmão Roger, de Taizé)

TESTEMUNHO DE UMA JOVEM DA PARÓQUIA

Ansiosa por chegar a casa, inquieta com tudo o que se tinha passado ao longo de uma semana, agora penso: ‘’porque queria tanto voltar?’’. Afinal Taizé parece um ‘mundinho’ tão àparte, onde as pessoas partilham tudo, não têm vergonha de pedir o que quer que seja, ajudam-se uns aos outros sem complicações, é o que a se chama união com Cristo, é estarmos todos lá por uma só razão.

Tenho tanto para dizer e contar desta semana que nem sei por onde começar, ainda estou a digerir aos poucos tudo o que passei numa simples semana: conviver com pessoas que eu não conhecia e com quem não sabia falar tão bem... mas comunicávamos na mesma, era mágico!

Ver tanta gente, tantos jovens como eu a fazerem trabalho comunitário, encorajou-me a viver de uma forma simples sem grande coisa e, o mais importante, a confiar mais nos outros e a viver em união com todos.

Aqui está o meu pequeno testemunho da minha experiência em Taizé. Termino com um grande agradecimento a quem me levou, a experimentar esta vida em Jesus. Linda semana que passei!

Rita Carvalho, 10º ano - (Agosto de 2012)

Tudo o que fizeste aos outros, a mim o fizeste

 

Nasci para morrer por ti

 

“Sem perdão, sem reconciliação, haverá algum futuro para a pessoa humana? E sem reconciliação, que futuro pode haver para os cristãos?”

Irmão Roger, de Taizé

Testemunho de Taizé

"Porque quererá alguém passar um dia num autocarro, tomar banho de água gelada ou com ela a ferver, ter três momentos de oração diários que equivalem a 3 horas, ouvir introduções bíblicas em 8 línguas diferentes, comer com uma colher, lavar casas de banho ou limpar as ruas, durante uma semana?"

Bem, cá vai a resposta: Deixámos Barcelos para trás e partimos rumo ao desconhecido, Taizé, França, um lugar do qual já muito tínhamos ouvido falar, no entanto, nenhum de nós vinha mentalmente preparado para aquilo que ia ver, fazer ou sentir… Mal chegámos vimos pessoas a despedirem-se, abraçadas e a chorar e nós não entendíamos o porquê, eles conheciam-se há uma semana e não podiam ter criado uma relação forte uns com os outros, pois não?

Estar em Taizé é diferente de tudo aquilo que vivi até agora, esquecemo-nos de muita coisa que nos desgasta no nosso dia-a-dia, o stress, as correrias constantes, o mau estar e o desconforto, encontramos uma comunidade que está empenhada em fazer os visitantes sentirem-se em paz…

Posso neste testemunho tentar descrever aquilo que vivi ou aquilo que senti, mas mesmo passados uns dias não me sinto capaz de me expressar devidamente. Taizé é como ir à terra do nunca, não se quer voltar, simplesmente é o lugar perfeito…

Vamos lá para rezar e encontrar a nossa fé, mas sem darmos conta é muito mais que isso, é falar com toda a gente, apesar dos diferentes idiomas e de não nos compreendermos. Não há problemas de comunicação, é brincadeira e aprender jogos novos, é passar serões a cantar e a dançar, é sermos todos iguais apesar da forma de vestir ou da religião, é fazer grandes amigos desde aqueles que são da nossa cidade cá no norte até ao sul, até aqueles que estão realmente longe, estas pessoas com quem passamos uma semana, com alguns deles menos do que isso, ensinam-nos coisas que de outra maneira seria muito mais difícil aprender, nalguns casos mesmo impossível, e não julgar ninguém pela opinião que temos de certo país ou de certa religião, não atravessar a estrada porque vem aí certa pessoa de certa crença ou raça…

As pessoas que encontramos são especiais, arrancam-nos sempre um sorriso, independentemente de onde vêm, transmitem sempre alegria através do sorriso… Ao contrário do que seria de esperar, a vida em Taizé não é monótona: as orações são indispensáveis, as reflexões da Palavra são enriquecedoras e o trabalho, que até pode ser limpar casas de banho, é muito divertido e gratificante. A semana em Taizé permitiu-nos crescer. Voltámos em paz e com respostas a muitas das perguntas. Mas também com um desejo enorme de voltar, coisa que sem dúvida pretendo fazer no próximo ano.

Taizé é um Mundo completamente à parte, não dá para descrever por palavras porque fica sempre aquém da realidade, fica sempre algo importante por dizer…

Joana Neiva - (Agosto de 2012)

 Tem compaixão de mim, Senhor


“Jesus, nossa esperança, mesmo oprimido e mal tratado, Tu não ameaçaste ninguém, mas perdoaste. Procurando seguir-te, também nós gostaríamos de saber perdoar e voltar a perdoar”. (Irmão Roger, de Taizé)