Reflectindo sobre a Igreja

Cândido Braga

A Igreja (os consagrados a Deus) condena esporadicamente o nazismo e os seus crimes hediondos, e bem, para que não se repitam. Esse genocídio visava, segundo o Cardeal Robert Sarah, matar Deus, eliminando o povo que carregava a memória da Sua Aliança através dos séculos.

Com a destruição de Israel queriam (quer a esquerda) também arrancar a raiz sobre a qual se baseia a fé cristã.

Gostaria que, frequentemente, a Igreja condenasse igualmente os crimes do comunismo/socialismo (na década de sessenta, os dirigentes da URSS diziam viver numa sociedade socialista, a caminho do comunismo), porque são os marxistas que vêm destruindo os valores cristãos (divórcios, abortos, homossexualismo, ideologia do género, eutanásia, destruição da família…). E porque o comunismo/socialismo matou muito mais do que o nazismo (sem contar com 240 milhões de abortos, a frio, apenas entre 1957 e 1990, segundo José Milhazes na sua obra “As Minhas Aventuras no País dos Sovietes”).

Lenin foi responsável pela morte de 18 milhões de russos (incluindo a guerra civil e o genocídio pela fome, com canibalismo e “consumo” de cadáveres desenterrados dos cemitérios); Estaline provocou o genocídio dos ucranianos (com canibalismo) e milhões de mortos no Gulag (onde “entraram” 70 milhões de seres humanos, crianças incluídas)!...

Circula um vídeo na internet em que um deputado russo acusa do PCUS (bandeira igual à do “nosso” PCP) de ter provocado a morte de 100 milhões de pessoas (sem contar com os abortos), mas há historiadores que referem um total de 120 milhões!...

A esquerda, serviçal de santanás. Nasceu com a revolução francesa para atacar a monarquia e a religião (arrogando-se, mentindo, defensora da liberdade e do progresso).

O islão, outro inimigo do cristianismo, nasceu para matar os infiéis que recusem converter-se. Uns e outros (marxistas e muçulmanos) cultuam o ódio e a morte.

O Fantasma do nazismo deve ofender menos a Deus do que o vigente socialismo. A Igreja não deveria sentir-se ofendida com essas gravíssimas ofensas a Deus?! Não deveria a Igreja defender-se dos seus inimigos?!

Há no mundo cerca de 300 milhões de cristãos perseguidos por serem cristãos, e os seus maiores inimigos são os muçulmanos e os socialistas!

Fico perplexo e triste quando verifico que a Igreja não é solidária com esses cristãos nem se defende dos seus inimigos!

Os sacerdotes, que todos os dias tomam Jesus Cristo (na hóstia consagrada) nas suas mãos, não se importam com as graves ofensas que Ele sofre cada vez que há um aborto, que as crianças são escandalizadas, que os Seus inimigos “empurram” o povo de Deus para os caminhos sem Deus (alguns, traidores como Judas, até dão força a esses inimigos de Cristo)?!

João Paulo II, na encíclica Evangelium Vitae, denunciou a expansão de uma inquietante «cultura da morte» através de «atentados contra a vida nascente» e contra a vida das «pessoas idosas e debilitadas». Não têm os sacerdotes a obrigação de proteger estas vidas (valor sagrado e intocável) e de denunciar e condenar as ideologias progressivas e os homens que as servem?

O clero (indiferente) tem a maior responsabilidade na descristianização do povo, no desvio para os caminhos que ofendem a Deus e conduzem à perdição! O Senhor é implacável com os mornos (Ap 3, 16-16)!

Concordo com a afirmação do Cardeal Robert Sarah em «A noite vai caindo e o dia já está no ocaso…»: quando o sol da Igreja se esconde, os homens arrefecem. Há, no nazismo e no socialismo, um profundo ódio ao cristianismo e a Deus, nosso Criador!

Cândido Braga, In O DIABO, 22.10.2021

Publicado em 2021-10-26

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