HOUVE CRUZES, SIM SENHOR

Missa das Cruzes 2020 - Palavras finais

Nem a pandemia impediu que os barcelenses celebrassem a Festa das Cruzes. A missa em privado, celebrada pelo Prior de Barcelos, contou com a presença de um reduzido grupo de pessoas, respeitando as normas vigentes. No início da celebração, o Prior fez memória de três bispos falecidos nos últimos anos, dois deles muito ligados a Barcelos (D. Eurico Nogueira, D. Manuel Martins) e o arcebispo de Nampula, D. Manuel Vieira Pinto, grande evangelizador de Moçambique, falecido dias antes.

E rezou pelas vítimas do COVIR 19.

Depois, prestou homenagem aos da linha da frente no combate à epidemia: «pessoal cuidador nos hospitais ou em casa dos que foram atingidos pelo Covir. E porque estamos em dia de Festas concelhias, permitam-me acrescentar um sector de serviços pouco considerado: refiro-me a todos os trabalhadores de limpeza, na recolha do lixo ou na higienização dos espaços colectivos, na limpeza das ruas… gente humilde mas muito digna com quem nos cruzamos todos os dias. Para eles também a nossa homenagem neste dia de festa».

No fim da celebração, lembrou como ele próprio estava a viver a Festa das Cruzes:

«Interroguei-me sobre o que é o essencial na Festa das Cruzes. E respondi-me a mim mesmo: só Jesus morto e ressuscitado é o essencial. E ao olhar para as festas, concluí quer o essencial está muitas vezes oculta pelo acessório. Sou tentado a dizer que o essencial, o Senhor da Cruz, é perceptível sobretudo em dois actos principais: a missa da festa e a Procissão. Aquela, acabamos de a realizar de modo privado. E esta? Respondo que também se realizou e se realiza hoje:

- Nas cruzes, que ornamentam as casas dos barcelenses e que levaram a uma acção comum de pais e filhos.

- Nas cruzes que vários grupos da cidade prepararam e colocaram à volta do templo, em número de 14, evocando a Via Lucis, o essencial das festas que é transformar a cruz de dolorosa em gloriosa: fazendo-o com gosto, sabendo de antemão que ninguém as viria apreciar, foram mesmo ao essencial: «por amor ao Senhor da Cruz».

- Nas seis cruzes de prata, trazidas da Igreja Matriz para o templo do Senhor da Cruz, em representação das seis zonas pastorais em que se agrupam as 89 paróquias do Arciprestado.

- Na «peregrinação», pessoal ou familiar, que somos convidados a fazer, iniciando-se na Igreja Matriz e vindo até este templo, que, felizmente poderemos apreciar nos próximos dias. Sinal exterior desta «procissão de cruzes», individual ou familiar, será o toque dos sinos da Igreja Matriz e do templo do Senhor da Cruz, hoje mesmo entre as 17.00 e as 18.00, a hora em que acontece a Procissão.

Por último, informo que a Sociedade Columbófila do Souto quis associar-se à Festa com uma largada de pombos, o que vai acontecer de seguida».

O Prior de Barcelos - P. Abílio Cardoso

Foto gentilmente cedida por Luís Carvalhido

Publicado em 2020-05-07

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