A IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SENHORA DA FRANQUEIRA

retornou ao seu Santuário

 

Como Juiz da Mesa da Confraria promotora do Culto Mariano neste Santuário, vos dou as boas-vindas e apresento respeitosos cumprimentos.

A Imagem Peregrina de Nossa Senhora da Franqueira retornou ao seu Santuário. Depois de ter permanecido uma semana na Paróquia de Fornelos, local que não visitava há 50 anos e onde foi recebida com devoção e carinho, esteve, por igual período, na Paróquia Barcelos onde, na sua Igreja Matriz, os barcelenses, como desde o antanho acontece, lhe prestaram sublime acolhimento.

Hoje ela acaba de regressar ao Seu Santuário, acompanhada por vós que, em procissão arciprestal, demonstrais a fé e o amor que devotais à Mãe das Mães e deixais transparecer que, mesmo com as vicissitudes que a atualidade impõe, o refúgio em Maria minimiza as agruras dos crentes.

Caros Peregrinos, a situação que vivemos é economicamente difícil e moralmente angustiante:

- Vemos, que com a falsidade se pretende edificar a verdade, que com o inadmissível se constrói a realidade e que, com a semente do ódio se pretende ver nascer o amor;

- Ouvimos brutais e tendenciosos ataques a instituições, coletividades e pessoas;

- Sentimos que os desígnios da Nação se encontram por vezes, entregues a cidadãos cujo carisma está alicerçado em interesses financeiros e amparado por propaganda falaciosa de órgãos de informação subjugados ao capital que os sustenta e que, não sendo mais que pregoeiros do desânimo, são escamoteadores da verdade e encobridores de grandes negociatas;

- Lemos, por vezes extasiados, críticas e acusações que não possuem consistência e que, até por vezes, são acintosas calúnias.

Meus caros ouvintes, perante a realidade estes factos não podemos esmorecer e cruzar os braços. Temos que, como católicos que somos, assumir o nosso dever de clamar contra a injustiça e, pacificamente, lutar por uma sociedade mais justa. Contudo, será que nos sentimos preparados para dar o nosso contributo no sentido de mudar a situação?

- Será que estamos dispostos a cumprir fielmente as nossas obrigações laborais?

- Será que iremos deixar de gastar o supérfluo que amanhã nos poderá fazer falta, numa situação de crise?

- Será que estamos a cumprir os nossos deveres de cidadania, nomeadamente não usando de forma inadequada os serviços sociais, não delapidando os bens públicos e pagando os impostos que são devidos?

- E quanto ao nosso próximo? Será que o tratamos como se de nós próprios se tratasse?

Aqui deixo o apelo para que, em uníssono, peçamos à Mãe das Mães, à Nossa Senhora da Franqueira, à Padroeira de Barcelos, que junto de Seu Amantíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, implore para nós e para todos os nossos irmãos portugueses, compreensão bastante para que sejamos capazes de construir uma nova sociedade, capaz de angariar para o nosso povo, sustento, concórdia e paz.

Sem mais delongas e para terminar, aqui deixo expresso o nosso mais profundo agradecimento:

- Aos Ilustres Convidados que nos honraram com a sua presença;

- Aos que, pelo seu esforço laboral ou financeiro, de algum modo contribuíram para grandiosidade desta Peregrinação;

- E a todos vós, peregrinos do Santuário de Nossa Senhora da Franqueira, que pela vossa participação nesta cerimónia, sois a razão da sua continuidade.

A todos, muito e muito obrigado.

Eduardo Gayo, presidente da Comissão Administrativa da Confraria de Nossa Senhora do Rosário do Monte da Franqueira (no final da Eucaristia da peregrinação de 9/8/2014)

Publicado em 2014-08-17

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