
Pe. José Figueiredo do Vale Novais
09.08.1929 - 01.03.2026
A afirmação em título pretende ser clara e determinada. É sobretudo na assembleia dominical que Jesus Se faz presente aos seus discípulos de todos os tempos. Como outrora, nas assembleias judaicas ao sábado, o povo de Deus reúne-se para escutar a Palavra e alimentar os laços de fraternidade. Ainda hoje sentimos que para a verdade do amor é necessária a proximidade. O amor vive-se entre pessoas reais. E é quando estas se encontram umas com as outras que podemos exprimir sentimentos, reacções uns aos outros, pelos quais se pode medir a nossa humanidade.
Desde os tempos primitivos que os seguidores de Jesus se reúnem ao domingo, no primeiro dia da semana, dia da ressurreição do Senhor. E fazem-no não como uma imposição mas como uma necessidade. Não foi isso que Jesus disse: «fazei isto (o partir o pão) em memória de Mim»? E não é, precisamente nessa reunião de pessoas, ao domingo, que os crentes alimentam e desenvolvem a fé, aprofundam laços de fraternidade e até se comprometem na ajuda uns aos outros?
Dos primeiros cristãos, que afirmavam não poderem viver sem o domingo, dizia-se: «vede como eles se amam». E nas comunidades que se começavam a estruturar a partir da fé no Ressuscitado surge, muito cedo, o «serviço das mesas», a diaconia de serviço aos mais pobres, dado que a reunião à volta da Mesa da Palavra, em que sentiam a Presença do Senhor e d’Ele faziam memória, os levava à mesa do pão partilhado por todos. «Tinham tudo em comum», dizia-se, certamente com exagero, dos primeiros cristãos. Mas era indesmentível este cuidado de ajuda e de partilha.
As aparições do Ressuscitado, acontecendo «no primeiro dia da semana», dão uma tónica de vida que chega aos nossos dias. O Domingo, dia do Senhor, é uma necessidade para os cristãos. Infelizmente parece que não crescemos ainda para pensar que a «obrigação» da missa ao domingo é pedagógica para a criação de bons hábitos, pois o amor de Deus é gratuito e nada espera em troca. Nós, porém, precisamos de sentir este amor de irmãos que manifesta a Presença do Ressuscitado. O Domingo é o dia da festa dos cristãos. Afastar-se da missa dominical é entrar na via do isolamento, da anemia espiritual, e contradiz o evangelho de Jesus, todo ele desafiando à proximidade com os outros: o próprio louvor a Deus é comunitário pois a fé, repete-o várias vezes o Papa Francisco, não se vive isoladamente, nem é assunto privado, mas comunitário. O próprio Jesus censurou a incredulidade de Tomé que «quis ver para crer». Jesus disse-lhe: «felizes aqueles que acreditam sem ver». É na comunidade, é juntos, que crescemos todos numa relação com o Ressuscitado, que enche, equilibra e dá sentido à vida quotidiana. Como é «entre irmãos» que se aprende e exercita a misericórdia. Perdoar e ser perdoado, reabilitar-se pela acção de Deus e reabilitar os outros, perdoando, dizem bem a Misericórdia de Deus, oferecida a todos
Na Eucaristia vamos à fonte onde obtemos a energia para a missão: recebemos a Paz do Ressuscitado para a transmitir, de modo a que o Reino de Deus se estenda a todos.
Se discípulos de Jesus, «não podemos viver sem o domingo».
O Prior - P. Abílio Cardoso

09.08.1929 - 01.03.2026

Barcelos vê aprovada candidatura ao NORTE 2030 para reabilitação da Igreja Matriz e do Paço dos Duques

Paróquia de Santa Maria Maior com o Município e Barcelos

2025

3 a 10 de agosto de 2024

30 de abril a 5 de maio