
UMA EXPERIÊNCIA DE FÉ NO CAMINHO DE SANTIAGO
De 4 a 7 de Julho de 2022
PEREGRINAÇÃO A PÉ A FÁTIMA
Foi um grande momento de ordem pastoral este que a Paróquia promoveu com a peregrinação a pé a Fátima, que terminou no passado dia 13 de Agosto. Ele só foi possível graças ao empenho e colaboração de uma boa equipa, que tudo preparou para que os 27 caminhantes pudessem ter o apoio necessário.
O Prior deixa uma palavra de público agradecimento aos mais directos colaboradores na iniciativa, os nossos paroquianos:
-
José Rui Azevedo que fez o planeamento e se responsabilizou pela logística dos apoios necessários;- ao
Manuel Gonçalves e esposa Madalena, que se ocuparam da cozinha, juntamente com o Paulo V. Ferreira;- ao
João Loureiro e esposa Alice, com a presença permanente junto dos caminhantes e o cuidado de enfermagem;- ao
Manuel A. Ribeiro que, conduzindo a ambulância, acompanhava a caminhada do grupo para o que fosse necessário;- aos
Bombeiros Voluntários, que se associaram à iniciativa;- ao
José Viana, cuja experiência e conhecimento dos itinerários muita segurança dava ao grupo;- ao
Armando Carvalho e a sua Escola de Mergulho, que cederam a carrinha de apoio, indispensável para a iniciativa.Há anos que um grupo de paroquianos manifestava a vontade de que a Paróquia organizasse uma peregrinação a pé a Fátima. No ano passado, consultado o Secretariado Permanente do Conselho Pastoral, foi julgado ser a hora de o fazer. E foi julgado que deveríamos participar na peregrinação de Agosto. Por isso, o Prior deu, em Agosto passado, conhecimento à Confraria da Franqueira de que não iria estar presente na peregrinação do corrente ano. E na reunião do Conselho Pastoral, em Setembro, ao anunciar o programa de actividades, deixou claro que a peregrinação a pé a Fátima seria uma nova proposta aos paroquianos, que a conhecem desde então.
Os testemunhos dos participantes revelam que valeu a pena.
UM TESTEMUNHO
Aos meus companheiros de peregrinação,
Em apenas umas horas, larguei o “bastão de peregrino” e enfrentei a inevitabilidade de voltar ao labor e à luta.
Estranhamente, foi impossível esquecer-vos.
Até pelas mazelas do esforço dos últimos dias, qualquer gesto repentino me levava a recordar-vos. Apesar da dor, fixei um sorriso no rosto. Alimentei-o todo o dia com as recordações de rezar na escuridão em voz alta, louvar o Senhor pelo amanhecer com cânticos “à capela”, rir às gargalhadas “com” os outros, não semear segredos que nunca foram contados ou sustentar lamentos escusados. Tive saudades de ser permitido “mentir”, desalmadamente, sobre a inclinação das descidas, a “medida” dos quilómetros, a inexistência de subidas e iludir o pragmatismo das tabuletas. Adorei “remover pedras e espinhos do caminho”, aliviando sofrimentos e ludibriando a dor. Amei a forma como, também, todos me ampararam.
De volta à seriedade do “Fato e Gravata”, despido dos acolhedores e despreocupados trajes de peregrino, sinto-me triste porque tenho de disfarçar o meu cansaço e já não posso mostrar pânico perante a eminência do fracasso. Tenho saudades da alegria por ter partilhado a exacta medida da minha debilidade, ter comprovado os limites da vossa condição humana e de ninguém ter sobrevivido virtuoso, e foram tão poucos os dias!
Quando o nosso “companheiro-Pastor”, abafado pela aberração do calor e perante a dispersão das suas “companheiras-ovelhas”, que exaustas procuravam o conforto das “sombras” exíguas dos espaços longínquos, perguntou, sem subterfúgios, com o sorriso receoso de menino “companheiro de aventuras que podem acabar mal”: “Falta muito ? ” todos entendemos a necessidade da certeza no compromisso com os outros, talvez por isso, quando o mesmo “menino-companheiro” se ergueu do desfalecimento, se vestiu como os padres e entendeu confortar-nos a alma, também nós lutamos contra o desejo de perder os sentidos no chão, desamparados, atraídos pela tentação de sugar o frio das pedras e preferimos celebrar com alegria a Eucaristia e um novo compromisso, agora com Deus.
Tenho saudades do “quase nada se exigir” e do “pouco ou nada se querer”, senão partilhar o caminho, desejar chegar e tornar a partilhar, agora, o sucesso da chegada.
E que chegada viria a ser !
Sem receios, abraçados, “descobertos” pelos outros e comprometidos com a imagem da “bela Senhora”, choramos, pulamos e gesticulamos na linguagem despreocupada dos meninos “que sabem que valeu a pena não fazer batota e serem autênticos”.
Hoje, apenas umas horas depois, percebi que não se consegue largar o “bastão de peregrino”, senão através da desistência, porque a peregrinação só tem o sentido de ida, ainda que garantido o colo protector da Mãe, o destino é mais além, junto do Filho e do Pai.
A minha vontade é agora autónoma, já não depende (só) de vós.
“Refugiado no Imaculado Coração de Maria, percorrerei (tentarei) o caminho que me conduzirá até Deus”
Gostava que também viessem comigo.
“Não tenhais medo!”
Abraço

De 4 a 7 de Julho de 2022

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Domingo 30 de Abril de 2017