DOS HOMENS E DOS DEUSES

Sábado, dia 29 de Outubro às 21.00 - Seminário da Silva

Após 3 anos de tertúlias do ciclo «Missão na Praça» iniciamos um outro ciclo: «Um filme, uma provocação». Trata-se de visualizar um filme, sobre um tema da atualidade, e lançar pistas para um debate, com alguém a moderar.

Será no próximo sábado, das 21h00 às 22h45, no Seminário da Silva, com o filme: “Dos Homens e Dos Deuses” que conta a história real do massacre de monges católicos ocorrido na Argélia em 1996.

Ciclo de cinema

CESM/Missionários do Espírito Santo (Silva),

29 de Outubro, 20h45m

 

 

 

DOS HOMENS E DOS DEUSES

 

Ano: 2010 (França)

Realizador: Xavier Beauvois

Argumento: Xavier Beauvois (diálogo) e Etienne Comar (cenário)

Actores: Lambert Wilson

               Michael Lonsdale

               Olivier Rabourdin

               Philippe Laudenbach

               Jacques Herlin

               Loïc Pichon

Para maiores de 12 anos

Duração: 122 minutos

Língua: francesa e árabe

Filmado em Marrocos

Legendagem portuguesa

Grande Prémio do Júri do Festival de Cinema de Cannes (2010)

 

 

APRECIAÇÃO (Arnaut Schwartz, em La Croix*):

 

Um mosteiro situado no meio das montanhas argelinas, na década de noventa... Oito frades católicos franceses vivem em harmonia com os seus irmãos muçulmanos. Mas, progressivamente, a violência e o terror instalam-se nessa região. Apesar das ameaças que vão aumentando cada vez mais, a decisão dos monges de ficar custe o que custar concretiza-se dia após dia...

Cinco meses após a obtenção do Grande Prémio do Júri do Festival de Cinema de Cannes, “Des hommes et des dieux” é considerado um dos filmes do ano.

Como observa o padre Christian Salenson, conhecedor de Christian de Chergé, um dos sacerdotes mártires do mosteiro de Tibhirine, “Dos homens e dos deuses”, título adoptado em Portugal, “não é um filme religioso, é um filme espiritual que consegue descer até à verdade da experiência humana”. A prova? A partilha de opiniões que suscita entre todas as gerações, inclusivamente nas redes sociais. Ou o recolhimento dos espectadores à saída das projecções, testemunhando a profunda interpelação despertada por esta obra, para além das suas qualidades cinematográficas.

O realizador Xavier Beauvois pediu os conselhos de Henry Quinson, antigo monge trapista da abadia cisterciense de Tamié, França, para conhecer melhor a vida dos religiosos das montanhas do Atlas. Esta exigência de autenticidade, perceptível desde logo no “trailer”, é uma das notas principais do filme, já que muitos espectadores se mostram sensíveis à descrição da vida monástica e do empenhamento que ela testemunha.

O elemento essencial da narrativa (face à ameaça terrorista e à guerra civil argelina, a questão colocada aos monges era partir ou ficar) está intimamente ligado à fé. Mas alcança também uma dimensão universal através do caminho doloroso dos religiosos.

 

*Tradução do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura em 28.10.10

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado em 2016-10-23

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