O ESCUTISMO FAZ-NOS PENSAR...

Entrevista a Ivo Faria novo chefe nacional do CNE

“O ESCUTISMO FAZ-NOS PENSAR NO QUE É QUE PODEMOS FAZER PARA AJUDAR O OUTRO”

 

Ivo Faria é o novo chefe nacional do Corpo Nacional de Escutas (CNE). Entrou para os escuteiros com seis anos, em Calendário, V. N. Famalicão. Foi lobito, explorador, pioneiro, caminheiro e dirigente. Pelo caminho somaram-se as amizades, as peripécias, ficaram os valores de um percurso marcado por uma forte espiritualidade. Lamenta o facto de “a juventude estar afastada da Igreja” e quer combater esse afastamento. Ele e os que trabalham consigo, já que a sua “principal atribuição”, confessa, é “tentar criar as melhores condições possíveis para que a equipa possa operar bem”.

 

Com que idade entrou para os escuteiros?

Comecei aos seis, em 1979, e fui lobito. Fui escuteiro sempre no mesmo agrupamento, em Calendário. Percorri as secções todas, estive nos exploradores, nos pioneiros, nos caminheiros, e depois fiz-me dirigente.

 

Na altura, o que é que o motivou a ir? Foi opção sua ou dos seus pais?

Foi dos pais. Quando entramos tão cedo, normalmente são os pais que nos colocam lá, e eu naquela altura tinha lá os meus primos e os tios. A minha mãe também foi escuteira naquele agrupamento, portanto há sempre uma ligação familiar. Para além disso, eu naquela altura andava numa escola que não era daquela zona, era mesmo em Famalicão, portanto depreendo que também fosse uma forma de os meus pais me procurarem ligar mais aos miúdos que eram meus vizinhos, com os quais eu na escola não convivia.

 

Que mais-valias lhe trouxe ter sido escuteiro ao longo de todos esses anos? Em que medida é que contribuiu para a sua formação?

Foi bastante importante porque eu acho que o método escutista, a forma como nós trabalhamos com os miúdos e a forma como os incentivamos a trabalhar, permite trabalhar os conceitos de autonomia, de sermos capazes de nos responsabilizarmos por tarefas, de percebermos desde pequenos que se nós não conseguirmos realizar a tarefa com a qual nos comprometemos, a patrulha, o grupinho com o qual nós trabalhamos vai ter de certeza algumas dificuldades.

Seja porque eu tinha que levar a comida e esqueci-me, ou porque tinha que ver se havia gás para podermos cozinhar e não fiz isso, ou porque tinha que conferir se a tenda tinha as peças todas e não conferi, ou tinha que ver os horários dos transportes e não vi.

Este tipo de tarefas são feitas por eles. Quando somos miúdos nos escuteiros, dividimos estas tarefas, obviamente com a supervisão do adulto, mas normalmente o adulto está preparado para nos deixar cometer os nossos erros, desde que isso não ponha em causa a nossa segurança e a nossa integridade.

Nós vamos aprendendo com as coisas que não correm assim tão bem: por exemplo, chegamos ao local do acampamento e afinal vamos ter que comer bolachas porque alguma coisa falhou e o arroz já não se pode cozinhar.

Isto ajuda-nos a perceber desde cedo, e à escala da nossa idade e do nosso crescimento enquanto pessoas, que o sucesso do trabalho de um grupo depende de cada um de nós, não depende só do grupo. Ou seja, se o grupo for muito grande, podemos sempre assumir que se alguém não fizer o outro ao lado faz.

Mas nós trabalhamos em grupos de cinco, seis ou sete pessoas, porque embora os escuteiros sejam grupos de 80, de 100, o escutismo faz-se em células pequeninas, onde é muito mais difícil nós conseguirmos deixar passar o nosso trabalho e não percebermos depressa que isso tem um impacto. Das coisas mais interessantes que o escutismo oferece, e me ofereceu quando eu era muito jovem, é este sentimento de que “aquilo que eu faço é importante”. Também ganhamos muito depressa um sentimento, que nos é incutido desde jovens, de olharmos para o outro que está ao nosso lado e percebermos o que podemos fazer para ajudar. As pessoas olham para os escuteiros e pensam sempre no “ajudar a senhora a atravessar a rua”, na boa acção, e é verdade! Quer dizer, nós não temos nenhum treino especial para os miúdos ajudarem pessoas a atravessar a rua (risos), mas temos um treino especial a estarmos atentos às necessidades dos outros, a vermos onde é que nós podemos ser úteis, onde é que podemos ajudar. Eu acho que é muito importante nos dias de hoje não estarmos apenas virados para o “eu”, mas pensarmos sempre no “tu”, no que é que podemos fazer para ajudar o outro. O escutismo ajuda-nos muito nisso.

 

O que é que recorda com mais saudade dos tempos de escuteiro?

Tenho muitas recordações… É difícil escolher, mas se eu não pensasse muito, sem dúvida nenhuma que me viria logo à cabeça o primeiro acampamento que fiz, que recordo muito bem. Éramos muito miúdos.

Lembro-me de como é que foi possível cabermos todos dentro da mesma tenda — e coubemos! — e como é que não dormimos, a magia da primeira vez que dormimos fora de casa, sem os pais e por nossa vontade. Foi a primeira vez que cozinhámos uma refeição e montámos a casa, lembro-me muito bem disso. E depois tenho memórias muito boas do tempo em que fui crescendo e fui explorador, pioneiro, e tenho as memórias mais vivas do último percurso, que foi quando fui caminheiro, que se calhar é aquele que mais nos vai marcando porque é quando nós entramos na idade adulta — os caminheiros são a secção que trabalha a partir dos 18 anos. É nessa fase que se calhar construímos mais aquilo que somos hoje, no sentido de ser ali que nós alicerçamos e cimentamos o que somos, os amigos que temos, talvez até relações amorosas que vão dar origem à nossa família. É aí que tudo isto começa a ganhar mais forma, por isso a intensidade com que nós vivemos essa idade (dos 18 aos 22) nos escuteiros normalmente marca-nos muito.

 

Hoje ainda tem amigos dessa fase?

Tenho, tenho muitos. Recordo-me muito bem das actividades que fazíamos no meu tempo de caminheiro. Nós tivemos um chefe à frente do tempo dele, porque ele usava, se calhar até inconscientemente, e abusava, do conceito de ausência pedagógica, isto é, fazia um esforço para que nos tornássemos cada vez mais autónomos, sem que nos apercebêssemos disso. Ausentava-se, não nos desacompanhando, obviamente, mas deixava-nos fazer as coisas sem estar as horas todas connosco. Isso faz com que, por um lado haja um sentimento de liberdade diferente, por outro, e num grupo de quatro ou cinco pessoas, se crie aquela cumplicidade fruto das coisas que não correm bem e que não vamos contar ao chefe — e depois apercebemo-nos que ele sabe na mesma (risos). Mas criam-se cumplicidades entre nós que dificilmente esquecemos. (…)

O escutismo ajuda-nos a construir amizades que ficam para a vida.

 

Agora, enquanto chefe nacional do CNE, que tarefas vai ter entre mãos?

O chefe nacional é a pessoa que menos trabalha na equipa nacional. (risos)

Estou a brincar, mas também não estou. Acho que a principal atribuição que eu tenho é tentar criar as melhores condições possíveis para que a minha equipa possa operar bem. Isto significa trabalharmos todos como uma equipa, sermos capazes de partilhar os desafios, as dificuldades que temos, e eu ser capaz de estar muito disponível para poder ajudar cada um deles naquilo que eu souber. (…) Ou seja, criar as condições para que eles possam trabalhar bem. Obviamente que nós estamos a construir uma equipa tendo também em atenção que cada um de nós tem as suas áreas de trabalho independentemente da função que desempenhar. Eu vou ter a área da comunicação comigo e vou ter a área da disciplina e jurídica, digamos assim. Para além disso, vou dividir com o chefe nacional adjunto a parte da representação externa. Na área da comunicação, já comecei a tentar construir e reconstituir a equipa que existe. Esta área é, por sua vez, uma das seis áreas que nós tínhamos definido como as áreas essenciais do nosso trabalho e, sendo transversais, vamos ter que interligá-las entre as diferentes secretarias nacionais.

Vou ter também especial atenção ao trabalho que queremos fazer com as regiões, porque queremos que o nosso trabalho vá cada vez mais ao encontro das dificuldades que se vivem localmente, e nós não conseguimos chegar aos 1031 agrupamentos que temos. Precisamos que as regiões, que estão mais perto dos agrupamentos, nos digam, nos façam sentir quais são os desafios, as dificuldades e o que é que eles acham que nós podemos fazer. Há regiões que, embora geograficamente dispersas umas das outras, vivem desafios comuns, e algumas conseguiram soluções que podem ser úteis para outras. É um trabalho importante tentar pôr as regiões a conversar mais umas com as outras.

 

Referiu, numa entrevista, que pretendem combater o afastamento da Igreja por parte dos membros do CNE. A que é que se deve esse afastamento?

Quando disse isso não estava a querer dizer que o afastamento da Igreja é um afastamento específico dos nossos jovens. Os nosso jovens são jovens que estão na nossa sociedade, e era mais isso a que eu me estava a referir.

Sinto que a juventude se vai afastando da Igreja e nós não somos alheios a isso. Nós somos um movimento da Igreja e somos um movimento que consideramos de evangelização e de fronteira, e quando dizemos que somos um movimento de fronteira é porque achamos que conseguimos chegar a pontos da sociedade, a pontos da nossa Igreja, onde a hierarquia da Igreja tem mais dificuldade em chegar.

(…) Nas actividades que fazemos, se sairmos das nossas sedes, vamos conviver com jovens e com crianças que não são escuteiros, e que nos vêem, e se calhar conseguimos ter uma tensão de atracção de jovens diferente.

O contacto que nós fazemos ajuda, na nossa perspectiva, a que o jovem e a criança descubram o transcendente, consigam viver um contacto com Deus diferente daquele a que nós estamos habituados a assumir que temos pelo facto de frequentarmos uma igreja de pedra e cimento. Eu costumo dizer que no escutismo é muito importante um sentido que nós tentamos trabalhar que é de alguma maneira “desempacotar” a fé. Isso é algo que temos que fazer e sinto que há caminho a percorrer aí. Nós estamos habituados a que a fé seja algo que nos toca quando temos uma dificuldade ou quando sentimos que chegou um determinado momento.

Não pondo de parte os momentos concretos de oração e a eucaristia — como é óbvio temos que o fazer, porque também queremos viver em comunidade e queremos celebrar em conjunto — nós temos que ser capazes de encontrar Deus em tudo o que fazemos, temos que ser capazes de encontrar Cristo nos outros. Quando vamos ao Seu encontro, quando tentamos ajudar, quando estamos na natureza e a tentamos melhorar, temos que transmitir aos nossos jovens que Deus, Cristo, também está ali. Não é porque daqui a um bocadinho vamos comer, e por isso rezamos agora, que nas próximas três horas já não existe a parte espiritual. É neste sentido mais “desempacotado” da fé que eu acho que nós conseguimos fazer com que o jovem ganhe consciência que a dimensão espiritual nos toca em tudo o que nós fazemos. Da mesma forma que nós respiramos e não nos damos conta que estamos a respirar, a parte espiritual é a mesma coisa. Quando eu faço o contacto com outros, quando eu trabalho, quando eu tento ser melhor naquilo que estou a fazer, estou a caminhar numa direcção em termos espirituais, estou a ir ao encontro, previsivelmente, de uma meta que é Cristo.

E é isto que nós queremos que eles trabalhem e que ao longo do tempo ganhem essa consciência. É neste sentido que nós achamos que o escutismo pode ser uma ferramenta importante naquilo que tem que ver com evangelização e com a Igreja Católica, em que podemos dar o nosso contributo, ajudar o jovem a encontrar um rumo, a encontrar um caminho, e que esse caminho vá ao encontro daquilo que pastoralmente trabalhamos.

 

De que forma pensam combater esse afastamento? Até porque têm como objectivo chegar aos 100 mil membros em 2023...

Quando formulámos esse objectivo, fizemo-lo mais no sentido de ser uma ambição do que um objectivo concreto. Quando nós colocamos uma ambição em cima da mesa, toda a gente fica mais impressionada com uma ambição que seja um número, que seja mensurável, e no escutismo mundial há uma ambição similar a esta. Foi daqui que isto apareceu – nós somos mais ou menos 40 milhões de escuteiros no mundo inteiro, e há uma estratégia que foi definida para o ano 2023 que se corporizou em termos de mensagem com “em 2023 queremos ser 100 milhões”.

Ora, nós em 2023 celebramos 100 anos, portanto achamos que sendo nós 74 mil e tendo mil e poucos agrupamentos, cada um com quatro secções — os lobitos, os exploradores, os pioneiros e os caminheiros —, se em cada agrupamento todos os anos aumentarmos um miúdo em cada secção, que são quatro, vezes mil dá 4 mil, e em seis anos chegamos aos 100. Foi só isto, tão simples quanto isto (risos). Portanto, achámos que não seria um número assim tão disparatado se pensarmos nisto na prática. Obviamente que depois há agrupamentos que crescem, há outros que não crescem, e se num ano perderem três miúdos, no ano a seguir terão que crescer sete, e já não é assim tão fácil. O objectivo, em si, não é um número, não é o número que nos move. Claro que quantos mais formos e se assumirmos que estamos a fazer um bom trabalho, significa que estamos a fazer um bom trabalho com cada vez mais jovens, e isto ajuda também a trabalhar o tema da espiritualidade e a aproximar os jovens da Igreja. Nós formulámos uma ambição mais preocupados em pensar nas condições que temos que criar a nível da formação dos nossos adultos, da aplicação do nosso método, de condições materiais — termos boas sedes, bom equipamento —, de criarmos uma comunicação que funcione. Portanto, os nossos objectivos passam pelos seis pilares nos quais assenta a nossa acção. Nós sentimos que, se isso for um sucesso, teremos as condições para sermos 100 mil. Se vamos ser 100 mil ou não... Eu costumo dizer que tenho quase a certeza que, ou vamos ser mais, ou vamos ser menos, agora exactamente 100 mil se calhar vai ser difícil, mas nós não vamos avaliar o sucesso ou insucesso do nosso trabalho pelo facto de sermos, ou não, 100 mil. Vamos sim avaliá-lo se os tais pilares, as tais acções que achamos que temos que desenvolver e que nos ajudariam a ter essas condições, forem atingidos. Portanto, o objectivo do crescimento não é um objectivo cego, é um objectivo que tem em vista a criação de condições para que o crescimento se possa fazer sem perdermos qualidade naquilo que oferecemos hoje. (…) No fundo, se nós fizermos um trabalho bem feito vamos conseguir com que os jovens se aproximem da Igreja, de Cristo, e possam cada vez mais ser jovens comprometidos e trazer outros consigo. E isto vai-se alimentando.

 

É sócio de uma multinacional, é casado, tem um filho… É possível conciliar o escutismo e estas novas funções com a vida familiar e profissional?

É, é possível conciliar com bastante sacrifício familiar.

No outro dia lia um artigo de um desses gurus mundiais que nos dizia que o nosso desenvolvimento profissional, o nosso crescimento, a nossa progressão, a nossa carreira, contrariamente àquilo que pensamos, não vai estar tão dependente quanto isso da dedicação que pomos no trabalho das 9h às 18h, ou das 9h às 19h, ou das 9h às 20h. Apesar de sem ele não conseguirmos progredir, o sucesso da nossa carreira está naquilo que fazemos das 18h até à meia noite. Porque é no contacto com outras realidades, no nosso voluntariado, naquilo que fazemos na nossa casa com a nossa família, que se constroem relações, se constroem contactos que depois nos são úteis na nossa progressão. Esta conciliação é uma conciliação sempre complicada, sempre a correr, mas uma correria que nos deixa felizes. E se quando chegamos à Sexta-feira em vez de irmos descansar e gozar o nosso fim--de-semana começarmos com actividade escutista, que acaba no Domingo de manhã, só temos a tarde para encostar um bocadinho no sofá e estar com a família. Na Segunda-feira já temos outra vez o trabalho. Cansa mas dá-nos um sentimento de conforto e de felicidade muito interessante.

 

As acções que a nova equipa nacional pretende desenvolver, para cada um dos seis pilares que definiu, são, resumidamente:

 

Comunicação

Redefinir a estratégia de comunicação e investir em diferentes plataformas, tendo em consideração as novas tecnologias. Construir uma aplicação que permita comunicar com os escuteiros. Repensar o tema da revista “Flor de Lis”. Ajudar a melhorar a comunicação a nível local, nos agrupamentos e núcleos, dotando-os de meios e práticas adequados.

 

Representação e relações externas

No que diz respeito ao contacto com outras instituições, nomeadamente aquelas com que o CNE se relaciona, a equipa nacional ambiciona uma representação mais efectiva, que conte com a participação crescente dos próprios jovens. Para isso, tem em vista a formação dos jovens por forma a torná-los mais capazes enquanto porta-vozes e representantes da associação.

 

Programa educativo

Aperfeiçoar alguns elementos do programa educativo, como por exemplo o sistema de progressão, que está relacionado com a forma como os dirigentes ajudam os jovens a medir o seu crescimento/desenvolvimento. A nova equipa nacional gostaria ainda de reforçar aqueles que considera os “pilares do trabalho”: o “aprender fazendo”, o “sistema de patrulhas” e a “vida ao ar livre”.

 

Formação/capacitação de adultos

De momento, o sistema de formação dos candidatos a dirigentes encontra-se em processo de renovação. A equipa irá também redesenhar os momentos e o modo como a restante formação é dada, por forma a “criar as melhores condições possíveis para que o adulto voluntário faça um bom trabalho”.

A par dessa adaptação, irá desenvolver ferramentas de formação contínua.

 

Envolvimento

O envolvimento diz respeito não só aos jovens, mas também às regiões, núcleos e agrupamentos. Para isso, a equipa nacional pretende que as propostas apresentadas aos conselhos nacionais nasçam na base do escutismo, ou seja, nos agrupamentos. Deseja, assim, construir um programa a partir das necessidades detectadas por quem está no terreno.

 

Simplificação e modernização de processos

Tornar os serviços mais eficazes e criar ferramentas que simplifiquem o trabalho dos dirigentes que acompanham os escuteiros.

Ivo Faria considera que há uma “carga administrativa importante” para os dirigentes, que passa pelo preenchimento de ficheiros, de dados de saúde, de dados do efectivo, dos seguros, dados relativos às finanças, a questões relacionadas com a formação, entre outros.

 

Fotos Flávia Barbosa e Texto Filipa Correia, In DM 19 de Janeiro de 2017

Publicado em 2017-01-20

Notícias relacionadas

CMAB - Centro Missionário da Arquidiocese de Braga

Salama - formação de voluntariado missionário

ORDENAÇÕES SACERDOTAIS

18 de Julho de 2021

Noite UP’S

Convida peregrinos a abrirem o coração aos outros

Rádio Maria

Iniciou emissões a 13 de maio de 2021

COMPANHIA DE JESUS

Jesuítas disponibilizam serviço gratuita de escuta

Falava-lhes através de parábolas

Apresentação do livro de P. António Sílvio Couto

desenvolvido por aznegocios.pt