
Pe. João António Pinheiro Teixeira
A felicidade aumenta a produtividade
O líder do PSD, Rui Rio,
levantou há dias o problema de os elementos que pertençam à Maçonaria, de o
revelarem se, em funções na vida política. Pessoalmente, não vejo razões para
que não o revelem, ou para que o revelem. Em democracia os cidadãos são livres
de percorrer os caminhos que entendem, de seguir os ideais que entendem etc.,
desde que não prejudiquem o bem-comum. E se se pode combater ideias e atitudes,
já o homem não deve ser combatido.
Em Portugal, a
Maçonaria não tem virtudes, nem admiradores que “aceitem” de ânimo leve a sua
existência, porque não se conhece a transparência com que se movimentam, embora
se saiba o que pretende e se conheça como organização/hermética: só entra nela
quem eles escolhem.
Como antes da
primeira República, também, actualmente, o país tem a Maçonaria. Estes cidadãos
organizados sob segredo, abundam praticamente em todos os partidos políticos –
fortemente no PS, no PSD e no CDS – excepto entre os comunistas, porque ambas
as ideologias são antagónicas: a Maçonaria pugna alcançar privilégios, poder,
favores e tudo que ande à volta desse modus
vivendi; os comunistas porque combatem tudo isso.
A história/acção
conhecida no país da vida maçon, leva-nos aos acontecimentos violentos
efectuados na queda da Monarquia, na perseguição concretizada a muitos
portugueses e na roubalheira de bens móveis e imóveis que, ainda hoje, não
foram devolvidos aos seus donos. É da história a influência política e a devida
acção negativa maçónica na primeira República, onde se elevavam, possuíam, esbanjavam,
tudo a favor da fome dos portugueses, da injustiça social e de uma liberdade
que se foi transformando em libertinagem e em caos económico. Ora tal modus operandi, tantos interesses
económicos que defendem – apenas e só para quem é maçon – leva tal organização
a resguardarem-se do que são – embora não consigam esconder o que fazem – bem
como a forma de como, onde e quando actuam.
Sendo os elementos
maçons agnósticos ou laicos como gostam de se apresentar, toda a sua actuação
tem normas, disciplina, tem fins que têm de ser atingidos e todos os seus
membros têm de respeitar e militar para que a vida-maçon tenha continuidade e
sucesso. Dizem – sem dizer abertamente – que no ideal maçon existem cristãos e
entre estes Bispos católicos. Como é evidente estou fora dessa ideologia. Logo,
não posso desmentir que no seu seio existam Bispos católicos. Todavia, a
maçonaria combate o cristianismo, procura desacreditá-lo porque sabem que o
ideal-cristão prega a justiça social, o pão que todos têm o direito de ter e
que todos são filhos de Deus. A pobreza de uns e a infelicidade dos menos
capazes, não pode ser a riqueza e a pujança de organizações que buscam os
melhores empregos, os melhores ordenados sem os merecer e todo o género de
privilégios e negociatas.
Não posso desmentir a
militância de Bispos católicos na Maçonaria. Mas, o Movimento D’amore San Juan
Diego – fiel ao Vaticano – na revista “Teológica” n.º 14, Marzo/Aprile de 1998,
conseguiu publicar o Plano Maçónico Para a Destruição da Igreja Católica, dirigida
a todos os Bispos católicos na Maçonaria, que consta de 36 normas-a-seguir e
das quais apenas transcrevo duas por falta de espaço: “n.º 17 – ensinem que
Jesus era somente um homem que teve irmãos e irmãs e que odiou aos que tinham o
poder. Expliquem que ele amava a companhia das prostitutas, especialmente de
Maria a Magdalena; digam que aconselhou de não obedecer aos chefes do Clero,
digam que ele foi um grande mestre, mas que se desviou do caminho quando negou
obediência aos chefes da Igreja. Desacreditem o discurso sobre a Cruz como uma
vitória, ao contrário a apresentem como um fracasso”; n.º 22 – combatam a
autoridade Papal, colocando um limite de idade ao seu exercício. Reduzam-na
pouco a pouco, expliquem que é para preservá-lo do excesso de trabalho e
fomentem nos vossos países a descida de todos os crucifixos nos
estabelecimentos de ensino, nos hospitais e repartições públicas”.
Sabe-se muito bem que
nestas duas das 36 normas dirigidas para serem cumpridas, muito disto se tem
anunciado e concretizado: que Cristo não passou de um homem inteligente; que
amou e teve filhos; que foi um fracasso a vitória da Cruz e assistimos à
descida de todos os crucifixos em todos os lugares públicos. Maçonaria: gente
desejada? Segundo o que sei e por mim, dispenso conhecê-los. Mas que o povo
português tem o direito de saber quem é a Maçonaria e o que permite a
democracia em relação a esta gente, lá isso tem.
(O autor não segue o
novo Acordo Ortográfico).
Artur Soares, In DM 26.03.2021

A felicidade aumenta a produtividade

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“As ruas e as praças de Lisboa não pertencem apenas aos sindicatos e não são propriedade da extrema-esquerda. Até os Católicos se podem manifestar, porque há separação entre a Igreja e o Estado.”

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