
Pe. João António Pinheiro Teixeira
A felicidade aumenta a produtividade
«…que a vida dos adultos seja
iluminada,
regenerada pelas gargalhadas das
crianças.
Porque a esperança está sempre
nas suas mãos» (Pierre Chaunu,
in “La Peste Blanche”, pág.209)
Com a quebra acentuadíssima da natalidade em Portugal, desde 1982 que não há substituição de gerações, o número de crianças tornou-se um “bem” escasso. E porque não há crianças, tornamo-nos num país sem esperança, acomodado, com medo às mudanças. Preferimos o medíocre ou, até mesmo, o mau. Tornamo-nos cinzentos, cabisbaixos e “nombrilistas”. Cultivamos a efemeridade, o fugaz. Temos medo terrível do futuro. E só nos rimos com as boçalidades. Já deixamos de ser individualistas e passamos a egolatristas. Somos incapazes de contemplar a beleza de um sorriso de uma criança, puro e transparente. Luminoso. Gargalhamos com o bruto e com o boçal (vejam-se os programas de maior audiência das TV’s).
Estamos numa sociedade muito
doente e em vias de extinção que ela própria provoca.
Vejamos as leis referentes
ao dom da vida (que ninguém já aceita que o seja, mas que prefere chamar o
“produto” de uma manipulação laboratorial ou de um cálculo em “folha Excel”). O
caminho foi seguindo uma linha bem definida a que nos alheámos:
1. Começámos por separar a
sexualidade humana do amor;
2. Depois a sexualidade da
reprodução;
3. Alçapremamos a
sexualidade ao cume do hedonismo sem consequências naturais;
4. Abolimos a paternidade
separando-a da maternidade;
5. Separamos a maternidade ,
da concepção ao nascimento, da Mãe e “alugamos” uma geradora de bebés que ainda
não é uma máquina(!) que depois são entregues aos encomendadores que perderam 9
meses de vinculação irreparáveis;
6. Legislamos no sentido
anti-natural de uma criança não ter Mãe, mas dois pais, contrariando as leis da
Natureza ou ao contrário: ter duas mães e não ter pai!
7. Andam por aí projectos
que procuram definir como cada uma das crianças nasce, neutro(?) até decidir o
que quer ser (a Teoria do Género está já no terreno da educação. Chamam-lhe
mentirosamente “Educação para a Cidadania”) a comandar os programas do ensino
perante o silêncio e indiferença dos pais);
8. Perante perturbações de
identidade, por exemplo uma criança rapaz olhar-se ao espelho e achar que tem o
pénis e o escroto a mais e que lá deveria estar uma vagina, proíbem-se as
terapias que acompanhariam este distúrbio, tal como sucede com a anorexia
nervosa, objecto de grandes preocupações e com tratamentos aprovados.
Proíbem-se os pais de
aconselhar e guiar os seus filhos menores no encaminhamento para o tratamento
desta disforia que não aceita a sua natureza biológica….
Promove-se o aborto sem pejo
e chega-se a proibir que se reze pelas mães, tantas vezes desesperadas e que
não têm quem as aconselhe com serenidade e não as induza, como única solução
para o aborto;
A fundação de Centros de
Apoio à Vida foram postos de lado e dificultada a sua existência.
O sorriso das crianças,
esperança do futuro, escasseia e está muito raro. Não nascem crianças e no caso
das que nascem, os pais (muitos pais) preferem actividades de “esbeltizaçao” do
corpo a gastar alguns segundos a contemplar o sorriso de um filho.
E como é belo o sorriso de
uma criança! Puro. Desinteressado. Imaculado. Como uma flor que se abre para
nos alegrar com a sua cor, aroma e forma.
Como escreveu em 1976,
Pierre Chaunu, em “ La Peste Blanche”: «… que a vida dos adultos seja
iluminada, regenerada pelas gargalhadas das crianças. Porque a esperança está
sempre nas suas mãos».
As crianças são o futuro e se
não as houver não há futuro!
Carlos Aguiar Gomes, In DM 3.02.2022

A felicidade aumenta a produtividade

Carmen Garcia

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