
Pe. João António Pinheiro Teixeira
A felicidade aumenta a produtividade
Tendo
tido conhecimento duma série televisiva: Filosofia – A Mentira da Verdade –
Infantis e Juvenis – RTP2, procurei ver o episódio sobre o amor, uma vez que
todos os temas me atraíam – Filosofia, Amor, sobretudo numa abordagem infantil,
que para mim seria uma novidade.
O protagonista é um “filósofo de profissão”, o qual atravessa a cidade correndo
e refletindo num acto de se questionar, procurando dar respostas às suas
interrogações, nomeadamente “para que serve o amor”.
Porém, a realidade afigurou-se-me de forma muito estranha, perplexa e
perturbada. Numa aparente reflexão filosófica, com recursos pouco adequados e
imprecisos à mitologia Grega, a Epicuro e a Platão, numa paupérrima citação do
“Banquete”, aparentando uma pedagogia erudita, recorrendo a um vocabulário
enganador e com sentido inadequado, este improvável filósofo, tece
considerandos gravíssimos, distorcidos e maléficos.
Claro que não se faz um programa destes “com boa-fé”, o que o personagem
conclui e afirma, com um ar peremptório de verdade, com divagações delirantes,
despidas de seriedade lógica e muito menos filosófica, uma vez que ali não se
encontra o prazer da busca da Verdade, o verdadeiro espírito da Filosofia, mas
somente um trocadilho de acções e frases, forjadas para serem transmitidas e
vendidas em jeito leve de pensamento, maquilhadas com falsos laivos de
erudição.
Mensagem clara e afirmada ao longo do episódio, com novo recurso a dois
filósofos actuais, Simone Veil e Michel Foucault: a “monogamia é
insustentável”, logo há que partir para “novo paradigma do amor”, a
“poligamia”, “o amor fora do normativo”, da “instituição do matrimónio”. “Um
novo plano e ordem poderiam funcionar, sem o objectivo da reprodução”, “deixar
de nos assumirmos como animais reprodutivos” e “dizer não à metafísica do
amor”, “com o avanço da ciência e da técnica não é preciso sexo para criar”.
“O que resta então do amor? Resta desconstruí-lo, “ir contra si próprio”, “fora
de toda a lógica”, “porque não?”
Surpreendida com todo o teor do episódio, com uma continuidade de palavras
desconexas, de pensamentos perturbados e perturbadores, de afirmações
inadequadas e perversas, resta-me ainda a maior de todas as perplexidades:
porquê e para quê esta opção na RTP2 e a sua inserção às 12,30h, num contexto
de grelha de programas orientada para uma audiência, infantil e juvenil?
A Mentira da Verdade, se é como explica o cartaz – Filosofia a golpes de
martelo, para que serve então o programa? Para desconstruir o quê? Na verdade
não tem nada de positivo, nem de valor filosófico, nem de bom senso, nem de
pedagogia ou de entretenimento.
Fica a expressão da minha perplexidade partilhada, tal como o sentido do meu
desagrado, que já fiz seguir para o Senhor Provedor do telespectador.
provedor.telespectador@rtp.pt
Maria Susana Mexia, In DM 29.05.2020

A felicidade aumenta a produtividade

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