
Pe. João António Pinheiro Teixeira
A felicidade aumenta a produtividade
Tendo
como pano de fundo a cidade de Assis, estava projetado para o passado mês de
março um encontro de jovens, a nível mundial, designado A Economia de Francisco.
Por força das circunstâncias atuais acontecerá em novembro.
Um
dos traços que define este Papa é sem dúvida a proximidade que tem ao mundo
real. Essa perceção iluminada pela fé consegue sempre inquietar-nos pela lucidez
e sobretudo pelo compromisso que nos pede, como agentes de mudança.
No
designado encontro, o Papa Francisco pretende direcionar o nosso olhar para o
vasto mundo da economia, e, mais do que paradigmas ou conceitos económicos, o
que nos pede é que sejamos capazes de firmar um compromisso que una economia e
ecologia, individualidade e casa comum.
Juventude,
criatividade, sonho… . Não se trata de mais uma vez dizermos aos mais novos
como devem agir ou pensar, “a Economia de Francisco não é um think tank que
emite opiniões e não é, seguramente, um novo modelo económico (…). A Economia
de Francisco é um compromisso desenhado pelos jovens para jovens!”, diz-nos
Ricardo Zózimo.
A
confiança é-nos oferecida pelo Papa Francisco, o compromisso para a mudança
terá de ser de cada um de nós e exigirá um contágio global.
Certamente
que o Papa não tem em mente operar uma alteração nos sistemas ou teorias
económicas, contudo a partilha que mais de 1500 jovens de todo o mundo trarão
para a sua vida, o seu trabalho, essa sim será a grande transformação.
Recordemo-nos
da exortação apostólica A Alegria do Evangelho, onde o Papa Francisco atacara a
“nova tirania” do capitalismo sem limites, apelando a uma “saudável
descentralização” da Igreja. A dignidade de cada pessoa humana e o bem comum são
questões que deveriam estruturar toda a política económica. Na verdade, a economia
deve contribuir para a dignidade da pessoa humana, apelando a valores como a
solidariedade, a doação, a equidade, a liberdade, a fraternidade e o amor ao
próximo.
Os
últimos meses têm seguramente demonstrado que não poderemos continuar a viver
da forma como o fizemos até aqui. Trabalhemos juntos para acabar com as injustiças
e, claro, valorizemos (mais) a vida pois, “precisamos de construir novos
caminhos”. Sim, “há que construir novos caminhos, uma nova economia à medida do
homem e para o homem, socialmente justa, economicamente viável, ambientalmente
sustentável e eticamente responsável.”
É
esta a nossa hora! Será a agenda de Francisco a nossa?
Marta Vilas Boas, In AÇÃO MISSIONÁRIA junho 2020

A felicidade aumenta a produtividade

Carmen Garcia

“As ruas e as praças de Lisboa não pertencem apenas aos sindicatos e não são propriedade da extrema-esquerda. Até os Católicos se podem manifestar, porque há separação entre a Igreja e o Estado.”

Cristina Robalo Cordeiro

Maria Susana Mexia

Alberto João Jardim